Computers are incredibly fast, accurate and stupid; humans are incredibly slow, inaccurate and brilliant; together are powerful beyond imagination.

Albert Einstein

A solidão perfeita para a criação

Colaboração e constante ligação com os outros é uma coisa bonita, mas no final, a criação é feita na solidão. A maior parte da "grande arte" é feita de forma isolada. Todo o trabalho criativo deve ser feito isolado do mundo exterior.

Isto parece simples, mas a possibilidade de conseguir o espaço/tempo perfeito de solidão do seu dia nem sempre é fácil. Vamos ver como isso pode ser feito. 

1. Agendar

A solidão não costuma acontecer por acaso – tem que separa-la de seu dia-a-dia. Defina o tempo para o seu primeiro bloco da solidão agora – e veja se pode torná-la parte imperdível de sua rotina diária. Algumas idéias: 

Ao levantar: Gosto da minha solidão no início da manhã. É quando o mundo ainda não acordou, as crianças ainda estão a dormir, e tudo está sossegado. 

 A primeira coisa no trabalho: Se de manhã cedo não é bom, experimente logo que chegue ao trabalho. Quando trabalhava num escritório, chegava com 30-60 minutos de antecedência, só assim poderia obter algum trabalho silencioso antes o escritório começou a zumbir. E, é óptimo porque mais tarde, ficamos mais ocupados e as coisas podem atrapalhar o nosso bloco de solidão. 

Fora: Se não puder fazê-lo cedo, levar a sua solidão para fora do escritório ou de sua casa (se trabalhar em casa e há outra pessoa em casa). Vá a um café, ou melhor ainda, a uma biblioteca ou a um local sossegado que goste.

Tarde: Algumas pessoas trabalham melhor à noite. Se é uma coruja da noite, esse é um óptimo momento para encontrar solidão e calma e começar o trabalho criativo.

2. Limpar a secretária 

 Antes de iniciar a seu perfeito Bloco da Solidão, prepare o ambiente. Isto não tem de ser feito todos os dias, mas vale a pena gastar 10 minutos do seu tempo, pois um ambiente desordenado pode causar distracção. 

3. Desconectar 

Desligue a Internet. A sério! ou não vai conseguir criar. Se precisar de pesquisar faça-o antes de seu bloco de solidão. S

Desligue também o telefone, dispositivos móveis, e tudo o que dá notificações no seu computador. Melhor ainda … desligue completamente o computador, assim não há distrações. 

4. Escolha uma tarefa

Escolha algo surpreendente e desafiante. Algo que terá um impacto na sua vida e no trabalho/negócios. Algo que excite, que é importante e vale bem o seu tempo e problemas. 

Esta é a tarefa em que se vai concentrar-se durante o seu momento de Solidão. Não entre em modo multi-tarefa. Escolha uma tarefa, e concentre-se completamente nela. 

5. Ferramentas simples e funcionais

Não precisa ser obsessivo com as suas ferramentas. Se tiver uma tarefa de escrita para fazer, use um editor de texto simples, ou bloco de notas. Para outras tarefas, escolha algo igualmente simples. O importante não é a ferramenta, mas o resultado do que é criado.

… e já agora … caneta e papel, por vezes dão grandes resultados, sem distracções e vai ver que chega lá.

Adaptado de: Creating Perfect Solitude for Creative Focus, from Leo Babauta for 99%

Imagination is more important than knowledge

Albert Einstein

Design is thinking made visual

Saul Bass

Ricky Gervais é um designer brilhante

Alguns diriam que as piadas de Ricky Gervais como o anfitrião dos Globos de Ouro foram uma forma de suicídio profissional. De facto, após o evento, vários membros da comunidade de Hollywood afirmaram que Ricky nunca iria trabalhar de novo.

Aqui está o problema: as pessoas têm uma ideia antiquada do “poder”. A capacidade de fazer e destruir uma carreira costumava estar concentrada nas mãos de poucos produtores poderosos e nos estúdios que controlavam os filmes.

Mas os melhores designers conseguem ver “the big picture”. Ricky Gervais fez o seu espectáculo dos Golden Globes apoiado num projecto de design, alterando a relação entre o mundo de Hollywood e o nosso.

A informação quer ser livre

A primeira coisa que Gervais sabe é que a informação quer ser livre. Os ecrãs estão em todo lado, está a olhar para uma agora. Diferentes formas de acesso à informação significa que o conteúdo foi democratizado. Se tiver um computador, então pode facilmente criar um conteúdo que é globalmente acessível (excepto se gosta de falar sobre questões com uma inclinação política).

O povo é quem mais ordena

Agora, qualquer um de nós pode escolher o que quer assistir e quando assistir, num número crescente de formas. Se optar por descarregar um único episódio de uma série de televisão on-line, pode fazê-lo. Se quiser fazer seu próprio programa, também pode fazer isso. Com o YouTube, pode ver qualquer video, inúmeras vezes, sem ver anúncios ou pagar por um bilhete … Resumindo, R. Gervais sabia que seu público não era limitado aquela sala, ou para aquela noite. Ele viveria por anos, isso leva-nos ao último e mais importante ponto …

Sozinho ligado ao mundo

Enquanto Ricky Gervais alienava as celebridades daquela sala, ele teve uma audiência maior em mente. Ele não estava a falar com eles, estava a falar connosco. Ele entendeu a desconexão entre o mundo de Hollywood e sua audiência e decidiu contar às estrelas de cinema o que o resto de nós estávamos a ver. De certa forma, a parte mais engraçada do espectáculo foi o choque com o qual muitos actores demonstraram ter dos seus comentários, como se tudo fosse uma grande surpresa. Na verdade, ele apenas lhes disse o que todos estamos a pensar. O que é que isso significa? Talvez muito, talvez pouco. Mas não é toda essa cultura de Hollywood, apoiada nesses tipos de julgamentos cruéis? Gervais chamou Tim Allen, dizendo que ele é um actor periférico, que não fez nada de notável. Ui, cru e duro. A verdade dói, mas um bom designer sabe que se não reconhecer a verdade do problema, as suas soluções não serão relevantes. Ricky Gervais é um grande designer, porque ele viu “the big picture” e compreende onde a tensão existe. Ele empurra essa tensão, porque compreende o que as novas tecnologias de hoje permitem fazer. Ele sabe que os hábitos de consumo de mídia estão cada vez mais democratizados e que as pessoas têm agora mais poder que os estúdios. Gervais tem absorvido a verdadeira filosofia de design: É mais importante manter-se fiel ao seu maior público do que aos poucos sentados numa sala pequena.

Source: Paddy Harrington for Fastcompany.

“Portugal ganha terreno no ranking da inovação” mas …

A Comissão Europeia apresenta hoje o European Innovation Scoreboard referente a 2010, no qual Portugal consegue subir mais um degrau na cadeia que o compara com os outros países, aproximando-se da média europeia e atingindo agora a 15.ª posição no ranking dos países mais inovadores da Europa a 27. No entanto, continua a estar quase na cauda da Europa (está na 23.ª posição), se em causa estiver a avaliação dos efeitos económicos que são atribuídas às medidas que foram tomadas.

Este ranking é elaborado através da análise de 24 indicadores, agregados em oito grandes categorias: recursos humanos; sistemas de investigação abertos e atractivos; recursos financeiros e infra-estruturas; investimento das empresas; parcerias e empresas; patentes; empresas inovadoras e efeitos económicos. Face ao ranking de 2009, a progressão pode ser entendida como a de “apenas” um degrau (passou da 16.ª posição, em 2009, para a 15.ª, em 2010). Mas, analisada num ciclo de cinco anos, percebe-se que o esforço que tem vindo a ser feito permitiu a Portugal saltar sete posições (em 2006, estava classificado em 22.º lugar) e ficar agora a liderar o grupo dos “Inovadores Moderados”, à frente de Espanha e de Itália, os outros dois países que, tal como Portugal, se associaram numa iniciativa como a Cotec.

Nos rankings que medem o crescimento de indicadores, Portugal é o país que mais cresceu em termos de despesas efectuadas em I&D em percentagem do PIB (estando agora já muito próximo da média europeia), é também o país em que mais jovens com idades entre os 20 e os 24 anos têm o ensino secundário completo e está em primeiro lugar no crescimento de empresas inovadoras que colaboram com outras empresas (em percentagem do total de PME). Está também em segundo lugar no ranking dos países que mais aumentaram a despesa pública em investigação e dos que mais patentes efectuaram em áreas que “constituem um desafio para as sociedades”. 

Se a análise for feita em termos desagregados por cada uma das oito áreas analisadas, revela-se a boa posição do país nas áreas de auto-avaliação (em que as empresas declaram os seus métodos e resultados) e uma posição mais frágil nas variáveis que medem desempenhos económicos. 

A rubrica em que Portugal mostra um melhor resultado – e está mesmo em terceiro lugar face os países da Europa a 27 – é no item “Inovadores”, isto é, dos países com empresas que declaram ter introduzido produtos ou processos inovadoras no mercado, conseguindo com eles uma maior eficiência na utilização de recursos ou na diminuição dos custos de produção. Nas restantes rubricas analisadas, está já próximo da média na dimensão de sistemas de investigação abertos e atractivos (onde está em 13.º lugar) e na existência de parcerias entre empresas (está em 15.º lugar), e tem um assinalável 12.º lugar em termos de recursos financeiros e infra-estruturas. Mas o investimento das empresas e os recursos humanos ainda estão longe da média, respectivamente, no 18.º lugar e na 21.ª posição. 

O pior lugar de todos acaba por ser mesmo nos efeitos económicos conseguidos, onde ocupa a 23.ª posição. Indicadores como o emprego em sectores que exigem elevada qualificação, o volume das exportações de bens de média e alta tecnologia ou a venda de bens resultantes de inovações apresentam desempenhos e evoluções abaixo da média europeia.

O pelotão da frente deste European Innovation Scoreboard continua entregue à Suécia, à Dinamarca, à Finlândia e à Alemanha.