Design is thinking made visual

Saul Bass

Ricky Gervais é um designer brilhante

Alguns diriam que as piadas de Ricky Gervais como o anfitrião dos Globos de Ouro foram uma forma de suicídio profissional. De facto, após o evento, vários membros da comunidade de Hollywood afirmaram que Ricky nunca iria trabalhar de novo.

Aqui está o problema: as pessoas têm uma ideia antiquada do “poder”. A capacidade de fazer e destruir uma carreira costumava estar concentrada nas mãos de poucos produtores poderosos e nos estúdios que controlavam os filmes.

Mas os melhores designers conseguem ver “the big picture”. Ricky Gervais fez o seu espectáculo dos Golden Globes apoiado num projecto de design, alterando a relação entre o mundo de Hollywood e o nosso.

A informação quer ser livre

A primeira coisa que Gervais sabe é que a informação quer ser livre. Os ecrãs estão em todo lado, está a olhar para uma agora. Diferentes formas de acesso à informação significa que o conteúdo foi democratizado. Se tiver um computador, então pode facilmente criar um conteúdo que é globalmente acessível (excepto se gosta de falar sobre questões com uma inclinação política).

O povo é quem mais ordena

Agora, qualquer um de nós pode escolher o que quer assistir e quando assistir, num número crescente de formas. Se optar por descarregar um único episódio de uma série de televisão on-line, pode fazê-lo. Se quiser fazer seu próprio programa, também pode fazer isso. Com o YouTube, pode ver qualquer video, inúmeras vezes, sem ver anúncios ou pagar por um bilhete … Resumindo, R. Gervais sabia que seu público não era limitado aquela sala, ou para aquela noite. Ele viveria por anos, isso leva-nos ao último e mais importante ponto …

Sozinho ligado ao mundo

Enquanto Ricky Gervais alienava as celebridades daquela sala, ele teve uma audiência maior em mente. Ele não estava a falar com eles, estava a falar connosco. Ele entendeu a desconexão entre o mundo de Hollywood e sua audiência e decidiu contar às estrelas de cinema o que o resto de nós estávamos a ver. De certa forma, a parte mais engraçada do espectáculo foi o choque com o qual muitos actores demonstraram ter dos seus comentários, como se tudo fosse uma grande surpresa. Na verdade, ele apenas lhes disse o que todos estamos a pensar. O que é que isso significa? Talvez muito, talvez pouco. Mas não é toda essa cultura de Hollywood, apoiada nesses tipos de julgamentos cruéis? Gervais chamou Tim Allen, dizendo que ele é um actor periférico, que não fez nada de notável. Ui, cru e duro. A verdade dói, mas um bom designer sabe que se não reconhecer a verdade do problema, as suas soluções não serão relevantes. Ricky Gervais é um grande designer, porque ele viu “the big picture” e compreende onde a tensão existe. Ele empurra essa tensão, porque compreende o que as novas tecnologias de hoje permitem fazer. Ele sabe que os hábitos de consumo de mídia estão cada vez mais democratizados e que as pessoas têm agora mais poder que os estúdios. Gervais tem absorvido a verdadeira filosofia de design: É mais importante manter-se fiel ao seu maior público do que aos poucos sentados numa sala pequena.

Source: Paddy Harrington for Fastcompany.

“Portugal ganha terreno no ranking da inovação” mas …

A Comissão Europeia apresenta hoje o European Innovation Scoreboard referente a 2010, no qual Portugal consegue subir mais um degrau na cadeia que o compara com os outros países, aproximando-se da média europeia e atingindo agora a 15.ª posição no ranking dos países mais inovadores da Europa a 27. No entanto, continua a estar quase na cauda da Europa (está na 23.ª posição), se em causa estiver a avaliação dos efeitos económicos que são atribuídas às medidas que foram tomadas.

Este ranking é elaborado através da análise de 24 indicadores, agregados em oito grandes categorias: recursos humanos; sistemas de investigação abertos e atractivos; recursos financeiros e infra-estruturas; investimento das empresas; parcerias e empresas; patentes; empresas inovadoras e efeitos económicos. Face ao ranking de 2009, a progressão pode ser entendida como a de “apenas” um degrau (passou da 16.ª posição, em 2009, para a 15.ª, em 2010). Mas, analisada num ciclo de cinco anos, percebe-se que o esforço que tem vindo a ser feito permitiu a Portugal saltar sete posições (em 2006, estava classificado em 22.º lugar) e ficar agora a liderar o grupo dos “Inovadores Moderados”, à frente de Espanha e de Itália, os outros dois países que, tal como Portugal, se associaram numa iniciativa como a Cotec.

Nos rankings que medem o crescimento de indicadores, Portugal é o país que mais cresceu em termos de despesas efectuadas em I&D em percentagem do PIB (estando agora já muito próximo da média europeia), é também o país em que mais jovens com idades entre os 20 e os 24 anos têm o ensino secundário completo e está em primeiro lugar no crescimento de empresas inovadoras que colaboram com outras empresas (em percentagem do total de PME). Está também em segundo lugar no ranking dos países que mais aumentaram a despesa pública em investigação e dos que mais patentes efectuaram em áreas que “constituem um desafio para as sociedades”. 

Se a análise for feita em termos desagregados por cada uma das oito áreas analisadas, revela-se a boa posição do país nas áreas de auto-avaliação (em que as empresas declaram os seus métodos e resultados) e uma posição mais frágil nas variáveis que medem desempenhos económicos. 

A rubrica em que Portugal mostra um melhor resultado – e está mesmo em terceiro lugar face os países da Europa a 27 – é no item “Inovadores”, isto é, dos países com empresas que declaram ter introduzido produtos ou processos inovadoras no mercado, conseguindo com eles uma maior eficiência na utilização de recursos ou na diminuição dos custos de produção. Nas restantes rubricas analisadas, está já próximo da média na dimensão de sistemas de investigação abertos e atractivos (onde está em 13.º lugar) e na existência de parcerias entre empresas (está em 15.º lugar), e tem um assinalável 12.º lugar em termos de recursos financeiros e infra-estruturas. Mas o investimento das empresas e os recursos humanos ainda estão longe da média, respectivamente, no 18.º lugar e na 21.ª posição. 

O pior lugar de todos acaba por ser mesmo nos efeitos económicos conseguidos, onde ocupa a 23.ª posição. Indicadores como o emprego em sectores que exigem elevada qualificação, o volume das exportações de bens de média e alta tecnologia ou a venda de bens resultantes de inovações apresentam desempenhos e evoluções abaixo da média europeia.

O pelotão da frente deste European Innovation Scoreboard continua entregue à Suécia, à Dinamarca, à Finlândia e à Alemanha.

Os bastidores das “TED Talks”

Como fã das “TED Talks“, partilho um video que descobri recentemente, sobre os bastidores destes eventos e acima de tudo sobre os seus protagonistas (speakers).

De forma original e inspiradora o documentário aborda os receios, as motivações, os sonhos, o risco e a preparação associadas a estas intervenções.

Destaco um dos intervenientes, Sir Ken Robinson, especialista em criatividade e educação, autor de uma das “TED Talks” mais visionada em toda a www.

Criar é ter boas ideas, inovar é implementá-las

Não sei a fonte, mas gosto!

Hello Universe!

Olá, bem vindo ao meu blog, depois de alguma hesitação decidi criar este meio de comunicação, de expressão e acima de tudo de partilha sobre “Criatividade & Inovação”.

Na era da informação em que vivemos, acredito sinceramente que podemos melhorar tudo e todos com a partilha e transformação do conhecimento que este “universo” nos proporciona. Paralelamente estou a construir a minha página web, onde para além deste blog, poderá encontrar mais informação sobre mim, o que faço, do que gosto, enfim o que motiva todos os dias a … Obrigado pela visita, navegações criativas e inovadoras 🙂

Source: Steven Johnson animated by RSA